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Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz

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O mosteiro da Imaculada Conceição da Luz foi fundado em 2 de fevereiro de 1774 por Frei Antonio de Sant’Anna Galvão, a pedido de uma simples religiosa carmelita, mas dotada de grande vida mística contemplativa: Madre Helena do Espírito Santo. Esta era assistida por Frei Galvão que era confessor das Irmãs do Mosteiro. Ela alegava que Jesus, mediante mensagens e aparições, pedia-lhe a fundação de mais uma casa contemplativa em São Paulo. Conta-lhe que Jesus, na última vez, aparecera carregando ovelhinhas, uma nos ombros, outras nos braços e outras querendo subir ao seu colo e lhe disse: “Veja, minha filha, estas são as ovelhinhas que estão à procura de um aprisco”.

Frei Galvão, após muitos diálogos, conselhos e orientações, convenceu-se da autenticidade do fato, levando a peito a obra. Redigiram ambos uma carta ao bispo Dom Frei Manuel da Ressurreição e ao Morgado de Mateus, Dom Luiz Antonio de Souza, no que foram prontamente atendidos, embora, na época, a Igreja estivesse fortemente perseguida pelo Marquês de Pombal, que, além de expulsar os jesuítas em 1759, em 1764 proibia o recebimento de candidatos em outras ordens religiosas, etc.
O cauteloso Frei Galvão, para que a nova fundação não viesse a sofrer arbitrariedades do governo, conservou-o apenas como “Recolhimento”, que quer dizer: Casa de Retiro, onde se reuniam senhoras devotas sem votos religiosos canônicos. Embora praticassem a vida religiosa em toda a perfeição, não eram consideradas religiosas propriamente ditas nem o estabelecimento verdadeiro convento.

O Novo Recolhimento nascido aos 2 de fevereiro de 1774 tomou o nome de “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência”, que se distingue pela devoção à Imaculada Conceição, “Laus Perenis”, ao Santíssimo Sacramento, além do espírito de contínua penitência e de extrema pobreza.
O Novo Recolhimento passou a pertencer à Ordem da Imaculada, atendendo ao desejo do bispo, pelo amor que ele tinha à Virgem Imaculada e também, para não se repetir a Ordem Carmelita, já existente na cidade de São Paulo.
O aprisco de Madre Helena do Espírito Santo, passou aos poucos a crescer notadamente. Madre Helena viveu apenas um ano após a fundação. Frei Galvão passou a construir o atual mosteiro.

Suas Irmãs, conhecidas até então por Irmãzinhas de Frei Galvão, guiadas pela Providência Divina e Maria Imaculada, continuaram a ser assistidas pela Ordem Franciscana OFM. Chegaram até os dias de hoje, sempre levando em frente o mesmo carisma da Ordem da Imaculada fundada por Santa Beatriz da Silva Menezes: “Desposar-se com Jesus Cristo, nosso Redentor, venerando a Imaculada Conceição de sua Mãe, a Virgem Maria”.
O Mosteiro da Luz é famoso em São Paulo pela densa espiritualidade que possui. É muitíssimo solicitado nas orações, aconselhamento e assistência espiritual. Além disso, o ponto central das atenções é Frei Galvão, por ter sua sepultura no interior na capela do Mosteiro. Ele foi venerado como “Santo” já em vida e continua aumentando sempre mais a fileira de seus devotos. Seu túmulo é visitado constantemente, fazendo acontecer muitas peregrinações.

A busca de suas pílulas milagrosas é grande, trazendo muita gente ao Mosteiro. Na clausura, além da vida de oração que se leva, é constante a confecção de pílulas de Frei Galvão.
A Ordem da Imaculada Conceição a que este Mosteiro é incorporado, foi fundada por Santa Beatriz da Silva Menezes em 1489. A Ordem é totalmente de vida contemplativa. Vive o mistério de Cristo a partir da fé, da oração constante, da disponibilidade e do ocultamento silencioso.

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